quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Chocolate para cães? NÃO!!!


     Veterinários não recomendam dar doces e chocolates para cães.
     Quem já foi dono de um bicho de estimação provavelmente ouviu que chocolate pode matar cães e gatos. E é verdade, pode mesmo. Mas ninguém precisa ficar desesperado: mortes causadas pela ingestão de chocolate são raras, pois o animal teria de comer uma quantidade muito grande.
     Na época da Páscoa, é preciso tomar cuidado e não deixar os ovos em qualquer lugar. ''O perigo maior é quando o animal furta o chocolate de um local que não deveria, come tudo em grande quantidade. Os donos não devem deixar nada em local acessível'', afirma Marcia Mery Kogika, professora associada do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP).
     Marcia explicou que o grande problema é uma substância chamada teobromina, que está presente no cacau usado na fabricação dos chocolates. A concentração desse elemento muda conforme a variedade do produto.
     O chocolate branco tem a menor quantidade de teobromina - cerca de 0,1 miligrama por grama de chocolate (0,1mg/grama). Já o chocolate ao leite tem aproximadamente 2 mg/grama. Os mais "perigosos'' são aqueles com grande concentração de cacau e também produtos em pó, utilizados geralmente em bolos, que chegam a ter de 15 a 20 mg/grama.
     Segundo a literatura, a dose letal é de 100 a 500 miligramas por quilo. O animal teria de comer muito para morrer, mas quando ocorre a ingestão de uma quantidade razoável de chocolate pode haver uma intoxicação com manifestação clínica discreta, com vômito ou diarreia'', diz Marcia. ''Quando há uma intoxicação mais grave, o cão pode apresentar sintomas neurológicos como dificuldade de coordenação motora, excitabilidade e, em casos mais graves, convulsões.''



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Bolo de Chocolate

Nas férias, muita gente não tem nada para fazer, então aí vai uma dica.
Eu escolhi um bolo de chocolate super fácil de fazer. Ele é simples mas fica uma delícia.

Bolo de Chocolate

1 (sopa) de fermento em pó
1 (chá) de chocolate em pó
2 (chá) de farinha de trigo
1 (chá) de amido de milho
¾ (chá) de água quente
2 (chá) de açúcar
½ (chá) de óleo
Margarina e farinha de trigo para untar
6 ovos (claras e gemas separadas)

Cobertura:
1 (sopa) de margarina sem sal
2 (sopa) de amido de milho
1 lata de leite (use a lata de leite condensado vazia para medir)
250 gramas de chocolate meio amargo ralado
250 gramas de creme de leite
2 latas de leite condensado


Na batedeira, bater as gemas, o açúcar e o óleo até ficar homogêneo. Acrescentar a farinha, o amido de milho e o chocolate, alternando com a água. Adicionar o fermento, as claras batidas em neve e misturar. Colocar em uma fôrma untada e enfarinhada. Levar ao forno por 30 minutos. Em uma panela, levar ao fogo os ingredientes da cobertura, mexendo sempre, até engrossar. Despejar sobre o bolo na fôrma e levar à geladeira por 2 horas. Cortar em pedaços e embrulhar em papel-alumínio. Mantenha na geladeira até servir.


Bom apetite!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

o chocolate provoca espinhas?

  
     Existe um mito, principalmente entre os mais jovens, de que chocolate é o grande vilão das espinhas.
     Afinal, chocolate provoca espinhas? Esse temor tem mesmo fundamento?
     Ao abordar esse tema com vários especialistas, chegamos a uma conclusão surpreendente: não encontramos nenhuma referência, na literatura médica, de que o chocolate realmente provoque espinhas.
     O que se sabe é que a Acne, popularmente conhecida como cravos ou espinhas, é uma doença inflamatória da pele.
     O aumento da produção de sebo, causada pela elevação de hormônios sexuais, principalmente na adolescência, obstrui o canal de secreção da glândula sebácea.
Essa obstrução acaba por formar o cravo, pontinho branco ou escurecido, que se manifesta principalmente no rosto, costas, peito e ombros. Algumas vezes, esses poros obstruídos se infeccionam formando bolhas cheias de pus, conhecidas como espinhas.
     O aumento de hormônios pode estar ligado a questões emocionais. Muitas vezes acaba se consumindo uma grande quantidade de chocolate, para tentar amenizar um estado de ansiedade ou tensão.
     O resultado é o aparecimento de cravos e espinhas, não pelo chocolate em si, mas pela alteração hormonal dessa condição de estresse.
    Da próxima vez que for consumir chocolate, coma sem culpa. Mas não se esqueça de que, embora o chocolate não provoque espinhas, o consumo em demasia pode acabar afetando a sua silhueta! 

 

Fonte: http://www.saudenainternet.com.br/portal_saude/chocolate-da-espinhas-.php

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

flavonoides

    
     Eu achei importante falar sobre os flavonoides pois eles são substâncias muito presentes no chocolate.
     Os flavonoides são substâncias aromáticas que apresentam importantes funções na fisiologia e na bioquímica vegetal, atuando como inibidores enzimáticos, entre outros.
Embora não sejam considerados vitaminas, os flavonoides têm várias funções nutricionais que têm sido descritas como modificadores de resposta biológica; a maioria atua como antioxidantes, e alguns têm propriedades antiinflamatórias. Além disso, os flavonoides previnem ou retardam o desenvolvimento de alguns tipos de câncer.
     O cacau possui muitos flavonoides, o que torna o chocolate um alimento nutritivo.




sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Primeira fábrica de chocolates do Brasil

    
     A Neugebauer, foi a primeira fábrica de chocolates do Brasil. Ela foi fundada pelos irmãos imigrantes alemães Franz e Max Neugebauer, e o sócio Fritz Gerhardt, em setembro de 1891. Quando o técnico confeiteiro alemão Franz Neugebauer chegou a Porto Alegre, em 1888, conversou com as autoridades municipais e percebeu o interesse que tinham na implantação de novas indústrias. Foi então que passou a desenvolver seus planos para fabricar produtos alimentícios.
     Após conseguir o local, um prédio onde antes funcionara uma escola, Franz Neugebauer escreve a seus familiares na Alemanha, pedindo ao seu irmão Ernest que se especializasse no ramo de confeitaria e chocolates e viesse para o Brasil, com a finalidade de iniciarem a indústria.
      E assim, Franz e Max Neugebauer, juntamente com o amigo Fritz Gerhardt, fundaram a firma Neugebauer Irmãos & Gerhardt, em 17 de setembro de 1891. O início das atividades foi de lutas e obstáculos, contudo conseguiram ampliar a produção, principalmente depois da chegada de Ernest ao Brasil, trazendo novas técnicas e aumentando o capital da empresa. Em 1896, com o grande sucesso alcançado, a fábrica expandiu-se e iniciou a construção de mais um prédio e, com a saída de Fritz Gerhardt, mudou a razão social para Neugebauer & Irmãos.
     No início do século XX, com o pleno êxito dos negócios, a fábrica já não comportava o aumento das vendas e era preciso crescer mais. Em 1903, adquiriram mais um terreno e deram início a construção do prédio de dois andares, que por muito tempo foi o maior do bairro Navegantes, em Porto Alegre. Nas novas instalações, ampliaram a área industrial e abriram a primeira loja de produtos. Com o sucesso alcançado, os irmãos Neugebauer foram vitoriosos com sua fábrica, hoje a mais tradicional indústria de chocolates do país.
     Em setembro de 2002, a empresa foi adquirida pela Florestal Alimentos, de Lajeado (RS), e ultrapassou as fronteiras do território brasileiro. Atualmente exporta bombons bola, bombons sortidos, tabletes, barras e confeitos para vários países, como: África do Sul, México, Costa Rica, Omã, Jamaica, Ghana, Panamá, República Dominicana, Equador, Israel, Ilhas Fiji e Nova Zelândia, entre outros.
     Entre os seus produtos, destacam-se a barra de chocolate Preto e Branco, a primeira do país fabricada com duas camadas, o bombom Amor Carioca, os confeitos Bib’s, os tabletes Refeição e Stikadinho, além da caixa de bombons sortidos Lembranças, da nova versão do bombom Noite de Gala e do relançamento do apreciado bombom Love Me.




quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

chocolate

Bem quente derretido,
Seu cheiro causa saliva.
A boca que transpira.
E ainda não esteve envolvido.

Misturo o branco com o amargo,
Vai misturando os dois chocolates.
Ai que isso me faz um estrago,
Esse desejo chega a ser um disparate.

Uma calda que ali borbulha,
Está o grosso e bem brilhante.
Só o cheiro é uma tortura,
Se deixar devoro tudo num instante.

Essa calda de puro chocolate,
É uma louca e gostosa tentação.
Essa fragrância tem até perfume,
Chocolate é pura sedução.

Autora: Paloma Duarte Stella




sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CACAU

     Em um blog sobre chocolate, eu não poderia deixar de falar sobre sua matéria prima, o cacau.


HISTÓRIA E EVOLUÇÃO

     Quando os primeiros colonizadores espanhóis chegaram à América, o cacau já era cultivado pelos índios, principalmente os Astecas, no México, e os Maias, na América Central. De acordo com os historiadores, o cacaueiro, chamado cacahualt, era considerado sagrado. No México os Astecas acreditavam ser ele de origem divina e que o próprio profeta Quatzalcault ensinara ao povo como cultivá-lo tanto para o alimento como para embelezar os jardins da cidade de Talzitapec. Seu cultivo era acompanhado de solenes cerimônias religiosas.
         Foi esse significado religioso que influenciou o botânico sueco Carolus Linneu (1707 – 1778), à denominor a planta de Theobroma cacao, que significa “manjar dos deuses”.
Os índios consideravam as sementes de cacau tão valiosas que as usavam como moeda. Quatrocentos sementes valiam um countle e 8.000, um xiquipil. O imperador Montezuma costumava receber anualmente 200 xiquipils (1,6 milhões de sementes) como tributo da cidade de Tabasco, que corresponderiam hoje a aproximadamente 30 sacas de 60 quilos. Diz-se que até um bom escravo podia ser trocado por 100 sementes. Ainda sobre o uso do cacau como moeda, Peter Martyr da Algéria escrevia em 1530, no livro DE ORBE NOVO PETRI MARTYRES AB ALGERIA: “Abençoado dinheiro, que fornece uma doce bebida e é beneficio para a humanidade, protegendo os seus possuidores contra a infernal peste da cobiça, pois não pode ser acumulado muito tempo nem escondido nos subterrâneos”.



CARACTERÍSTICAS

     O cacaueiro é originário de regiões de floresta pluviais da América Tropical, onde até hoje, é encontrado em estado silvestre, desde o Peru até o México. É classificado do gênero Thebroma, familia das Esterculiáceas. Foi citado pela primeira vez na literatura botânica por Charles de l’ Ecluse, que a descreveu sob o nome de Cacao fructus. Em 1937, foi descrito como Theobroma fructus por Linneu, que em 1753 propôs o nome Theobroma cacao, que permanece até hoje.
     Os botânicos acreditam que o cacau é originário das cabeceiras do rio Amazonas, tendo-se expandido em duas direções principais, originando dois grupos importantes: Criollo e Forastero. O Criollo, que se espalhou em direção ao norte, para o rio Orinoco, penetrando na América Central e Sul do México, produz frutos grandes, com superfície enrugada. Suas sementes são grandes, com o interior branco ou violeta pálido. Foi o tipo de cacau cultivado pelos índios Astecas e Maias.
     O Forastero espalhou-se bacia amazônica abaixo e em direção às Guianas. É considerado o verdadeiro calmente sulcada ou enrugada. O interior de suas sementes é violeta escuro ou, algumas vezes, quase preto.
     Para se desenvolver melhor, o cacaueiro exige solos profundos e ricos e clima quente e úmido, com temperatura média de cerca de 25°C e precipitação anual entre 1.500 e 2.000 milímetros, sem períodos secos prolongados.



A EXPANSÃO DO CACAU

     A medida que o cacau ia ganhando importância econômica com a expansão do consumo de chocolate, várias tentativas foram feitas visando à implantação da lavoura cacaueira em outras regiões com condições de clima e solo semelhantes às do seu habitat natural. Em conseqüência, as suas sementes foram se disseminando gradualmente pelo mundo. Em meados do século XVIII, o cacau tinha atingido o Sul da Bahia e, na Segunda metade do século XIX, foi levado para a África. As primeiras plantações africanas foram feitas por volta de 1855, nas ilhas de São Tomé e Príncipe, colônias portuguesas ao largo da costa ocidental africana.
     Oficialmente, o cultivo do cacau começou no Brasil em 1679, através da Carta Régia que autorizava, os colonizadores a plantá-lo em suas terras.
     Várias tentativas feitas no Pará para concretizar essa diretriz fracassaram principalmente por causa da pobreza dos solos daquela região. Apesar disso por volta de 1780, o Pará produzia mais de 100 arrobas de cacau. O cultivo, entretanto, não se estabeleceu naquele tempo e permaneceu uma simples atividade extrativa até anos recentes.



O CACAU NO BRASIL

     Em 1746 Antonio Dias Ribeiro, da Bahia, recebeu algumas sementes do grupo Amelonado – Forastero- de um colonizador francês, Luiz Frederico Warneau, do Pará, e introduziu o cultivo na Bahia. O primeiro plantio nesse estado foi feito na fazenda Cubículo, às margens do rio Pardo, no atual Município de Canavieiras. Em 1752 foram feitos plantios no Município de Ilhéus.
     O cacau se adaptou bem ao clima e solo do Sul da Bahia, região que produz hoje 95% do cacau brasileiro, ficando o Espírito Santo com 3,5% e a Amazônia em 1,5%.
     O Brasil é 5° produtor de cacau do mundo, ao lado da Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões. Em 1979/80, a produção brasileira de cacau ultrapassou as 310 mil toneladas.
     Cerca de 90% de todo o cacau brasileiro é exportado, gerando divisas par o país. No período 1975/1980, o cacau gerou 3 bilhões 618 milhões de dólares.



MUITO ALÉM DO CHOCOLATE

     Cacau lembra chocolate. Mas além do chocolate ele também pode ser utilizado em outros alimentos. Agora, do fruto do cacaueiro começa a se industrializar também o suco de cacau, a partir da extração da sua polpa. Com a polpa de cacau pode se fazer ainda geléias, destilados finos, fermentados - a exemplo do vinho e do vinagre - e xaropes para confeito, além de néctares, sorvetes, doces e uso para iogurtes. Existe mercado amplo e imediato, principalmente para o suco de cacau, tanto no país como no exterior.



SEMENTE VALE OURO

     O cacaueiro sempre foi cultivado para dele aproveitar-se apenas as sementes de seus frutos, que são a matéria-prima da indústria chocolateira. As sementes secas representam no máximo 10% do peso do fruto do cacaueiro. Apenas recentemente é que os 90% restantes começaram a despertar o interesse dos produtores, a partir de estudos desenvolvidos por técnicos do MA/CEPLAC. Uma tonelada de cacau seco, por exemplo, representa 400 a 425 Kg. de polpa integral.



A CASCA TAMBÉM TEM SEU VALOR 

     A casca do fruto do cacaueiro, também pode ter aproveitamento econômico, conforme atestam pesquisas de técnicos do MA/CEPLAC. Ela serve para alimentar bovinos, tanto in natura como na forma de farinha de casca seca ou de silagem, como também para suínos, aves e até peixes. A casca do fruto do cacaueiro pode ainda ser utilizada na produção de biogás e biofertilizante, no processo de compostagem ou vermicompostagem, na obtenção de proteína microbiana ou unicelular, na produção de álcool e na extração de pectina. Uma tonelada de cacau seco produz 8 toneladas de casca fresca.




SUCO DE CACAU 

     O suco de cacau possui sabor bem característico, considerado exótico e muito agradável ao paladar, assemelhando-se ao suco de outras frutas tropicais, como o bacuri, cupuaçu, graviola, acerola e taperebá. É fibroso e rico em açúcares (glicose, frutose e sacarose) e também em pectina. Em termos de proteína e de algumas vitaminas, é equivalente aos sucos de acerola, goiaba e umbu. Algumas das substâncias que compõem o suco de cacau lhe conferem uma alta viscosidade e aspecto pastoso.
     Estimular a produção de suco de cacau e a abertura de mercados para o produtor, através da soma de esforços e diluição de custos. Estas são, em síntese, as ações que os produtores de cacau objetivam com a criação da sua Associação de Produtores de Polpa e Frutas do Vale do Rio das Contas. O MA/CEPLAC apóia esta iniciativa e, inclusive, copatrocinaram na região cacaueira baiana um workshop "A retomada do Pólo Agroindustrial do Vale do Rio de Contas". A Aprosuco tem sede (em instalação) na própria região cacaueira, na cidade de Ipiaú.
FONTE: ceplac.gov.br